Acreditar em país das maravilhas é ser bem cego para o mundo, mas eu posso garantir que é como ter uma visão impecável para o coração, se apaixonar de novo é como saborear o seu sorvete favorito sabendo que você pediu um de 'tamanho infinito', viver um conto de fadas talvez seja coisa para garotas, mas no meu conto existem dois príncipes que porventura se procuravam e não estavam nem um pouco preocupados em que lugar da história encontrariam as princesas, na verdade eles desejavam à todo tempo que não existissem as princesas...
A beleza da história está na iniciativa de um pequeno menino de coração gigante, que escondia consigo uma beleza que segundo ele poucos seres acreditavam existir, e então um outro garoto descobre essa beleza tímida e a observa explícitamente. Duas pernas por baixo de uma mesa tão indiscreta mas que servia como o maior escudo já visto se encontram intensamente, apartir dalí surge uma cumplicidade tão ímpar, tão mágica, tão linda...
Os nossos heróis, ou príncipes, ou simplesmente dois garotos decidem continuar a caminhada pela procura de nada, ou talvez de tudo, ou quem sabe do país das maravilhas que só pertencessem à eles, a Alice com certeza não faria parte da história, eles decidiram então aproveitar intensamente cada desejo, cada tremor, cada surpresa, as infinitas borboletas nos estômagos de ambos vibravam e gritavam sempre que se encontravam independente da situação, parecia nesse instante que o cenário mudara e tudo sumia, só existiam portanto quatro olhos , 1 direção , sentidos opostos e 2 corações desesperadamente acelerados e inconstantes.
O conto de fadas parece chegar ao fim, e o cenário lindo foi inundado pelo tinteiro q caíra, as luzes se apagaram e o país das maravilhas virara uma realidade fria e seca.
Sim, essas eram as aparências, decisões precisas foram tomadas no tempo certo, os meninos amadureceram as idéias se encontraram e decidiram que o ponto dado a história era apenas de continuação, esqueceram portanto que os contos de fadas não costumam ser todo o tempo coberto de flores, de cavalos brancos, e de carruagens mágicas, e que nem todo sapato é de cristal, existe o momento das abóboras, dos ratos e maçãs invenenadas.
O Amor que se faz verdade por trás de todo o elenco é o que fecha de fato as cortinas do espetáculo, e precisamente nesse espetáculo, os dois príncipes levantaram suas cabeças, e dessa vez não precisaram apenas trocar olhares, descobriram que o que importa no fim de tudo é olharem juntos para um mesmo sentido, mas outra peculiaridade do espetáculo é que as cortinas não se fecharam, continuam abertas, talvez por um pequeno deslize eles não perceberam que desde o começo a platéia não existia e somente eles eram os protagonistas e telespectadores de uma história que tem tudo, e absolutamente tudo para ser eterna, por que o pra sempre é breve demais.
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