domingo, 7 de julho de 2013

[dan]çando

Perdido mais uma vez, por entre pensamentos consistentes, sobre uma paixão mal resolvida e constante, vagando calmamente, sorridente e tímida, no meio de algumas saudades.
E você bem quietinho, quase que imperceptível, tão escondido de mim, diria que raramente visível aos meus olhos.
Uma conversa achada, entre um encontro e outro, desses de uma vez em nunca, mas como se não bastasse a saudade, brota o abraço, o sorriso na cara, o tamanho "na medida", e um carinho gostoso, leve, suave...O toque no rosto, o meu dedo, bem abaixo do olho caído, a marca inconfundível do pequeno mistério, fruto de um desejo meu, um ponto fraco, um carma, sina.
E ainda por entre esses mesmos pensamentos soltos, eu vou deslizando a caneta azul pelo papel, embebedando-me de sono, pedindo a minha mente cansada, um sonho simples, só alguns minutos perdido nas lembranças dos momentos compartilhados, aquele tesão que dançava sobre passos fantasiosos, imersos em uma coreografia incerta, cheia de movimentos involuntários, aleatórios e originados de uma imaginação fértil e ousada, seguindo um ritmo acelerado de emoções reais e quentes.