sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

De nós 3

Vocês chegaram e o Natal mudou, estava até então sozinho
e querendo no mínimo silêncio, mas as suas vozes conduzem até a mim
o ânimo, o alívio, é simples olhar para vocês e reconhecer onde me encontro:
no lugar correto com o coração confortado, vocês conversam, a gente conversa
eu os ouço e a gente rir, debochamos e continuamos nos risos, a conversa se torna séria
eu caio no riso e depois disfarço, elogiamos uns aos outros mas sem os elogios os nossos
egos já se inflam, não importa no entanto o lugar, ou o momento sempre recorreremos uns
aos outros, afinal somos bem íntimos.
A vida há de passar e não custa muito acreditar que tudo continuará assim entre tapas, beijos, conversas, risos, deboches, elogios, egos que se inflam, seriedades, cumplicidade, amor... e então é mesmo amor ?
Sem sombra de dúvidas sim, é o amor, o amor que cresce, que firma e que amadurece
o amor que aflora e conduz, ilumina e aquece, esse de fato é o nosso amor, um ano e pouquinho e
nem leva essa miudez na essência, um amor gigante, uma barbie, uma suzy, e uma sapatilha ou até mesmo um R, um V e um L, ainda tem os que preferem um BAS e a gente pede sempre BIS!, simplesmente é do gosto de cada um chamar do que quer, porque na verdade só quem compõe tal fortaleza sabe o quão exata é a combinação de qualquer que seja estes conjuntos! Confuso ? Não!
Confuso para quem apenas ver, gostoso por ser complexo para quem sente a adrenalina de nós 3 correr nas veias!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Despedida

A cumplicidade hoje presenciada, fez com que ele percebesse tamanho afeto e respeito,
o cuidado o silêncio e os olhares intermináveis em uma estação que talvez estivesse cheia
mas para aqueles dois corpos estara vazia e quieta.
As palavras de saudade então romperam a barreira do silêncio e se fizeram eternas aos ouvidos
que lhes foram lancaçadas, e os olhos deles brilhavam quase que a inundar de luminosidade o ambiente frio e cinza.
Olhavam-se agora com um desejo forte, quase que irresistível no primeiro momento e inquieto no segundo, e então o tempo voltou a passar alí, perceberam o quão cheia a estação estava, e o mais sensato era escutar o pudor e acalentar a consciência, a sua hora chegou, hora de partir mas não para sempre, com a volta prevista e o coração sufocado de saudades, estávamos no último minuto, levantamos com cuidado aproveitando o tempo que restava, e não houveram despedidas pronunciadas, os olhos falaram mais do que qualquer palavra dita e apartir dalí o nosso único meio de contato levava o nome de: pensamento!